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Mostrando postagens de Maio, 2015

Basta se esforçar que você chega lá

Eu li este post no site Papo de Homem e achei que seria bacana compartilhar aqui... Basta se esforçar que você chega láPrivilégios sociais às vezes são difíceis de reconhecer, especialmente se é você que desfruta deles.
Sem dedos apontados aqui, eu mesmo expresso falas que são pura cegueira e falta de empatia.  A verdade é que, se você não tem algum parâmetro para fazer uma comparação mais acurada, acaba achando que a sua vida é o padrão, ou que o que você possui, a forma como é impulsionado pelas pessoas, como é aceito ou rejeitado nos grupos sociais, é apenas fruto de talento e esforço. Afinal, se você conseguiu, todo mundo consegue, não? Depende. Essa é uma discussão longa e repleta de lados. Há os que dizem que sim e há quem diga que não, cada um com seu argumento. Longe de mim querer definir o certo e o errado, mas aqui temos algo que talvez possa aumentar o contraste sobre as nuances dessa questão. Essa tirinha é do ilustrador australiano Toby Morris e foi traduzida pelo catavento*.




Bo…

Ensaio fotográfico mostra como a discriminação, mesmo que de forma velada, tem consequências devastadoras para quem passa por isso todos os dias

Uma estudante de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB) fotografou pessoas que transitavam pelo campus e pediu que elas posassem com frases preconceituosas que já ouviram: “Para uma negra, você é até bonita”, “Como você faz para lavar esse cabelo?”, “Você sabe ler?”, “Você tem sorte de ser negro, nem precisa estudar para passar no vestibular” Confira abaixo algumas fotos do ensaio:











Ela não disse adeus...

Ela acordou bem cedo naquele dia. Tomou um banho e quando estava vestindo seu uniforme de trabalho, viu-se olhando no espelho, admirando com alegria o tamanho de sua barriga. Ela estava com duas semanas de gravidez e era estranho porque aos nossos olhos ainda não tinha o que admirar em questão de tamanho. Coisas que só mãe sabe...
Ela tomou seu café da manhã com os pais que a abençoou quando se despediu – Até logo! – disse ela. Passou pelos mesmos lugares que passara todos os dias nos últimos 5 anos. Cumprimentou as mesmas pessoas. Admirou o mesmo sol. No trabalho estava tudo igual. Seus colegas eram os mesmos. Sua rotina foi a mesma...
Ao término do expediente o trajeto seria o mesmo, porém em direção oposta e sem o sol para admirar. Despediu-se de seus colegas de trabalho com um feliz “até logo!”, um deles disse – Cuida bem desse baby aí... – ela sorriu.
Seguiu segura por três esquinas e nunca mais foi vista. A maioria acredita que ela está morta e culpam o pai da criança que ela espera…

Página em branco

Este texto/desabafo é para quem trabalha com a escrita. Redatores, escritores, jornalistas, poetas, compositores que por um determinado momento ficou sem inspiração. Lá estava ela. Aberta e vazia na tela do meu computador. Eu olhava pra ela tentando desesperadamente preencher o vazio que a completava, mas o vazio havia tomado conta de mim. Um bloqueio talvez?
Por diversas vezes visitei alguns sites buscando inspiração. Ouvi algumas músicas, folheei alguns livros, li algumas HQs... Nada! Sai um pouco para respirar ar puro, procurei observar o que se passava ao redor. Vi pessoas passeando com seus cachorros e cachorros levando seus donos para passear, até pensei em preencher o vazio com isso, mas não passou do daquilo.
Liguei a TV para ver o noticiário e nada me agradou. Decidi fazer tudo de novo: Ouvir música, folhear livros, ler HQs, sair, observar pessoas, ver cachorros, ver TV... Nada!
Resolvi então jogar um pouco de Assassin’s Creed Unity – cara, como eu sou péssimo nisso... De volta a…

E se os padrões fossem diferentes?

Vivemos numa sociedade cheia de padrões impostas pela própria sociedade. Temos o padrão de beleza, o de peso, temos um padrão de vida financeira e até mesmo de cor de pele (basta ver quem são a maioria das empregadas domésticas nas novelas), mas como seria o mundo se esses padrões fossem totalmente ao contrário?
Imagine viver num mundo onde as pessoas feias fossem consideradas bonitas e o camarada gordão fosse o cara saradão... Imagine você ligar a TV para assistir a novela e ver uma bela de uma loira de olhos azuis fazendo a faxina na casa de uma família cheia de pessoas feias, mas que no padrão desse mundo seriam consideradas as pessoas mais lindas do mundo.
Imagine viver num mundo onde a discriminação racial não fosse com pessoas negras, mas com brancas e ter a roupa da moda fosse totalmente fora de moda.
E se os padrões fossem diferentes? O bem seria mal e o mal seria bem? O vilão seria o mocinho e torceríamos não para a pessoa certa, mas para a pessoa errada nos filmes? Mentir seria …